Costões rochosos

Os costões são encontrados em alguns pontos do litoral brasileiro localizados principalmente na região Sudeste, onde as rochas praticamente mergulham no mar e sofrem intensa ação das ondas. Raramente ocupam grandes extensões e são separados por trechos de praias.

 Por serem formados por maciços rochosos e apresentarem uma alta energia de retrabalhamento de materiais, esses ambientes abrigam uma diversidade biológica moderada que apresentam um gradiente vertical de zonação.

A ocupação da rocha ocorre da seguinte maneira: inicialmente há a fixação das algas verdes, que oferecem abrigo e alimento às larvas de cracas e mexilhões. Há intensa competição de espaço por essas duas espécies.  Diferentes organismos fixam-se nas rochas, de acordo com seus padrões de zonação, que dependem do nível das marés, da luminosidade, da transparência da água e da profundidade em que a luz penetra, assim temos:

  • Zona Entre-Marés: caranguejos e outros raspadores que se alimentam de algas;
  • Zona Submersa: sargaços e ouriços;
  • Zona Acima das Marés: organismos que suportam exposições mais demoradas ao ar. Microalgas, liquens que servem de alimento para litorinas, lapas e baratinhas d´água.

Os substratos rochosos oferecem alimento e proteção para várias espécies de peixes. Nos costões pode-se fisgar espécies típicas de rochas como garoupas, badejos, marimbás, caranhas e sargos, assim como peixes que habitam regiões arenosas, pampos, corvinas e linguados, e aqueles que passam em cardumes como enchovas, xereletes, xaréus, vermelhos e olhos-de-cão, sem falar nos robalos que também freqüentam os locais rochosos. Outras espécies como peixes-porco, maria-da-toca, baiacus, cocorocas, salemas, pargos, pirangicas, moréias, budiões, carapebas, bocas de fogo também são encontradas nos costões.

Alguns dos mais importantes costões rochosos do Brasil estão nas ilhas de Fernando de Noronha e Trindade. O arquipélago de Fernando de Noronha é o topo de um vulcão extinto que se elevou nas águas do Oceano Atlântico, logo depois da separação entre a África e a América do Sul, a cerca de 80 milhões de anos. No arquipélago está um dos pontos mais altos da Cordilheira Mesooceânica, conjunto de montanhas submersas que chegam a 3.800 metros de altura.

Já a Ilha de Trindade está mais de 1000 quilômetros distante da costa. Conforme depoimento do Prof. Rui Alves, botânico do Museu Nacional da UFRJ ao Programa ALÔ ESCOLA, epresentado pela TV Cultura no ano de 2004: “Trindade é a mais jovem de todas as ilhas oceânicas do Brasil. Apresenta 620 metros de altura fora da água, mas situa-se numa zona abissal do Oceano Atlântico, perto dela, existem profundidades de até 5.800 metros.”

Uma resposta para Costões rochosos

  1. gostei muito legal ❤

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