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Cientistas revelam planos para salvar corais da extinção

Informações da BBC Brasil indicam que cientistas do Reino Unido têm planos para preservar e proteger as mais importantes espécies de coral ao redor do mundo.Os pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres identificaram dez espécies que correm maior risco de extinção, já que vêm sofrendo com o aumento das temperaturas dos oceanos devido à mudança climática, o aumento da acidez no mar, o excesso de pesca e a poluição.O plano Edge, que prioriza espécies ameaçadas globalmente e mais diferenciadas em termos de evolução, decidiu que a melhor estratégia é tratar o problema regionalmente, ou seja, concentrar os esforços no “triângulo dos corais” nas Filipinas, na região do canal de Moçambique (porção do oceano Índico situada entre a África oriental e Madagascar) e no Caribe.

“Os recifes de corais estão ameaçados de extinção funcional (quando a população não é mais viável) nos próximos 20 a 50 anos, devido principalmente à mudança climática”, diz Catherine Head, coordenadora do projeto dos corais.

“Nessas regiões, vamos apoiar e treinar ambientalistas locais para realizar pesquisas e implementar medidas de preservação direcionadas”, acrescenta.

Os recifes de corais são o ecossistema marinho mais rico do planeta. Conhecidos como florestas tropicais dos oceanos, eles existem há 400 milhões de anos e, apesar de ocuparem apenas 0,2% do leito oceânico, abrigam cerca de um terço de toda a vida marinha.

Nova Atlântida
Jason DeCaires Taylor

Trabalho de Jason DeCaires Taylor no México

Imagine a sensação de mergulhar em  meio a homens, mulheres e crianças submersos, recobertos por corais. Essa experiência está sendo proporcionada pelo artista  Jason DeCaires Taylor, que desde 2006 já colocou no fundo do mar da América Central cerca de 200 estátuas em diversas poses.

A iniciativa, que tem como propósito servir de apoio para barreiras de corais, está se tornando mais um ponto turístico da região.

Com a colonização das peças, cada estátua ganhará cores e aparência que constantemente se alterarão, pela ação dos microorganismos.

Medalha de ouro para a jubarte recordista

Matéria publicada no blog de Júlia Kacowicz, em 13 de outubro de 2010.

Essa foi melhor do que Joana Maranhão e todos os medalhistas de natação. Uma baleia jubarte estabeleceu um recorde mundial ao nadar quase 10 mil quilômetros indo do arquipélado de Abrolhos, na costa brasileira, à ilha de Madagascar, na costa leste da África.

Jubarte

Tanto esforço tinha um objetivo que faria muita gente concordar que valeria à pena: acasalar. A baleia foi fotografada pela primeira vez em Abrolhos no dia 7 de agosto de 1999. Quase dois anos depois, em 21 de setembro de 2001, ela foi clicada novamente por participantes de um passeio para observar baleias perto da ilha Sainte Marie, no Oceano Índico.

Foi tudo por acaso, mas cientistas de um projeto de monitoramento do deslocamento de baleias-jubarte no Atlântico (Antarctic Humpback Whale Catalogue) conseguiram observar que o animal era o mesmo. Eles reconheceram a baleia pelo formato da cauda diferente e os padrões de pintas no corpo dela.

A coincidência foi publicada como fato histórico para a ciência e foi publicada na revista Biology Letters, publicada pela Royal Society da Grã-Bretanha. Normalmente, esses animais costumam se deslocar por 5 mil quilômetros para se acasalar. Mas essa estava afoita e foi mais além em busca de um par perfeito.

No entanto, a curiosidade merece atenção. Pode ter sido provocada por alguma mudança no ambiente ou algum outro problema. Clique aqui para ler a matéria completa na BBC Brasil.

Planeta Aquário

Matéria publicada na Revista Isto É em 10 de outubro de 2010.

Engana-se quem pensa que os peixes formam a comunidade mais rica dos oceanos. Enquanto cerca de 6 mil espécies deles são conhecidas em todo o mundo, estima-se que em apenas um litro de água salgada haja 18 mil tipos de bactérias. Mais: segundo os cálculos dos cientistas, quase um bilhão de espécies desses seres microscópicos habitam os mares.

A informação é apenas uma das surpresas levantadas pelo maior levantadas pelo maior estudo sobre a biodiversidade oceânica já realizado. Divulgada na semana passada e batizada de Censo da Vida Marinha, a pesquisa durou dez anos e envolveu 2,7 mil pesquisadores de 670 instituições, provenientes de mais de 80 países.

“O mais surpreendente é a constatação de que os oceanos são riquíssimos, muito mais interconectados do que se pensava e passam por mudanças que ainda não compreendemos”, diz Paul Snelgrove, um dos cientistas participantes do estudo e autor do livro “Discoveries of the Census of Marine Life”, uma das publicações resultantes da pesquisa. “Há bastante trabalho sendo feito, mas também existe uma urgência quanto à sustentabilidade”, afirma.

Ceratonotus steinigeri

Outro exemplo de como a vida nos oceanos é interligada é uma criatura de meio milímetro. O Ceratonotus steinigeri é parecido com uma lacraia e nunca tinha sido visto até 2006. O invertebrado foi achado a 5,4 mil metros de profundidade, na costa atlântica da África. Para surpresa dos biólogos, ele foi encontrado novamente a uma distância de 13 mil quilômetros, no Pacífico Central. Outro registro intrigante diz respeito ao deslocamento de certas espécies. A migração do atum de barbatana azul do Pacífico, por exeplo, nunca havia sido monitorada em detalhes antes do senso. Sabe-se agora que esses peixes de até 15 quilos cruzam três vezes o oceano em 600 dias.

No Brasil, embora as pesquisas tenham avançado nos últimos tempos, há pouco sendo feito para conhecer profundamente a fauna marinha. Nosso olhar para o oceano pode ser explicado em parte pela frase proferida por um cientista francês à bióloga Lúcia Campos, uma das brasileiras que colaboraram com o estudo. “Ele disse que nós vamos à praia, mas muitas vezes sentamos de costas para o mar”, conta Lúcia.

Lysianassoid amphipod

Segundo a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiros, existem cerca de dez mil espe´cies brasileiras catalogadas, mas esse número deve representar apenas 28% de nosso patrimônio.

“É importante que haja mais investimentos no conbhecimento de nossa biodiversidade marinha e seus benef´picios e papéis no funcionamento dos ecossistemas”, afirma a bióloga.

Esses conhecimento é essencial para a conservação. O país participa entre 18 e 29  de outubro da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas, no Japão, sem ter cumprido a meta de preservar 10% dos ecossitemas costeiros e maítimos – apenas 1,5% dos habitats marinhos dispõe dessa proteção. A importância de novas pesquisas é resumida pelo canadnese Snelgrove; “Conhecer a vida nos oceanos pode nos tornar melhores guardiões do que temos sido até agora”.

Estima-se que existam 1 milhão de espécies nos oceanos, excluindo-se os micróbios, destas 250 mil já foram catalogadas. O estudo coletou 5 mil espécies que serão estudadas nos próximos anos.

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